era uma vez um homem.
em toda capela de estrada punha dois tostões: um pra deus, um pro diabo. um pra deus, um pro diabo. um pra deus, um pro diabo. sempre assim.
um dia ele mato um homem e foi preso. foi condenado a viver numa ilha de rio de mandioca plantada.
sua pena era trabalhar pra um patrão e mesmo que ele trabalhasse todo dia até ficar cansadom, sobrava trabalho pro outro dia. a mandioca crescia depressa demais.
vivia assim.
percebeu que ia morrer antes de acabar a lida com as mandiocas.
um dia ele pego no sono no pé de uma mandioquera e acordou com uma voz chamando seu nome.
a voz perguntava o que ele fazia ali.
ele contou sua historia e o apuro que passava com as mandiocas. a voz disse pra ele dormir. que daria um jeito na mandioca.
quando ele acordou as mandioca tava tudo com as perna pro ar.
a voz disse pra ele que morte estava ali e perguntou se ele queria morrer ali ou na casa dele, junto da muié e dos fio. a voz dizia assim mesmo, com jeito de caipira.
ele disse que queria morrer em casa.
a voz disse que a vontade dele seria feita. recompensa pelos tostões que ele havia colocado nas capelas. pro diabo.
o condenado se viu perto do poço da sua roça.
pela janela viu sua mulher fazendo um cozido e no terrero os fi brincando de molecagem.
ele grito de alegria e quando a família olha pra ele, ele sentiu uma fisgada no peito caindo duro na chão.
o diabo pra mostra sua força, ate fez o bem pra esse homem.
sábado, 8 de maio de 2010
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